1. O sal nos olhos de todo dia

    “A beleza refugia-se nos museus, espaços que lhe são reservados, torna-se assunto dos profissionais da arte e de estetas sem critérios definidos, é consumida em lugares fechados e lugares e em horários fixos, da mesma maneira como a natureza é transformada em parques de lazer para os exaustos habitantes da cidade, ávidos de regenerações periódicas; enquanto isso, a vida cotidiana fica condenada à miséria sensorial, à cacofonia industrial, aos excessos publicitários, à SATURAÇÃO DE ESTIMULOS INSIGNIFICANTES. No nosso mundo industrial e urbano, pode-se dizer que a feiúra, a banalidade, o excêntrico, o disforme, o medíocre, o repetitivo, o ínspido, o sem estilo e sem interesse constituem mais do que um acidente histórico ou o produto de uma degradação ocasional daquilo que poderiamos chamar O Gosto, mais do que o efeito de ignorâncias acumuladas ou de uma incultura generosamente compartilhada: Trata-se na verdade (…) do rosto quase natural -aparentemente- da vida inteira.
    Ora, de que serve tornar os indivíduos sensíveis à beleza das obras-primas consideradas imperecíveis, se não os tornarmos primeiro sensíveis à mortal feiúra desse meio ambiente?”
    -Jean Claude Forquin



    Postou Iuska no FB. E eu concordo plenamente.